A mandiqüera…

20 de Janeiro de 2008

Poder da mente

Arquivado em: A mandiqüera... — Nivaldo Simões @ 15:21

Eu tenho recebido, através do site do jornal canalABERTO, muitos filmetes e Slides Shows, alguns engraçados, outros com mensagens interessantes. Como se trata de material interessante, resolvi ”expor” parte desse material aqui no blog. Começo com um comercial da Budweiser, sobre um poder que muitos brasileiros gostariam de ter.  Para ver, basta clicar no link >>>> parapsicologia.wmv

19 de Janeiro de 2008

Cabeça d’água

Arquivado em: A mandiqüera... — Nivaldo Simões @ 14:00

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Mas rapaz, que aguaceiro está caindo agora, biste?

Eu moro em Ilhabela há 31 anos e não me lembro de ter visto um verão tão seco. Seco e quente. Essa semana, as chuvas parecem que resolveram fazer o que sempre fizeram no verão: chover no final da tarde e à noite. O interessante, devido às características da nossa região, é que as chuvas caem de forma totalmente diferente em ambos os lados do Canal de São Sebastião. Enquanto que no continente está o maior aguaceiro, no arquipélago mal chove; e vice-versa.

Nessa época de chuvas fortes, uma coisa que a moçada deve ficar esperta é com essa história de andar na mata sem o acompanhamento de gente experiente. O ideal é sempre estar acompanhado de gente experiente na mata, porque a gente nunca sabe quando vai chover. Existe um fenômeno, a cabeça d’água (que a molecada chama de “toddy”) que é um perigo. É quando o volume da cachoeira sobe muito e rápido. Isso ocorre em cachoeiras que ficam em grandes bacias. Às vezes onde a gente está não cai um pingo d’água, mas chove forte nas cabeceiras e a água desce toda de uma vez para a cachoeira. A correnteza fica que fica, arrastando tudo o que encontra pela frente, inclusive troncos de árvores. Negócio feio.

Em Ilhabela, as cabeças d’água costumam ocorrer nas cachoeiras da Laje, do Areado e naquela que fica no final da Estrada dos Castelhanos. Em São Sebastião, o fenômeno ocorre todos os anos no Ribeirão do Itu e no Ribeirão Cristina, o principal contribuinte do Rio Una.

Semana passada, quarenta turistas ficaram ilhados por uma cabeça d’água no Ribeirão do Itu. Essa cachoeira é punk. Todo ano mata duas ou três pessoas, pelo menos. Para fazer a trilha do Ribeirão do Itu, a gente é obrigada a atravessar a cachoeira quase trinta vezes. Não precisa ser nenhum especialista para saber que vem encrenca pela frente quando chove forte…

Na Laje a coisa também não é fácil. Há coisa de cinco anos morreu uma moça lá, tentando atravessar a cachoeira durante o “toddy”. Ela e o namorado voltavam do Bonete. Alguém colocou uma corda para ajudar a travessia do rio. Foi isso que matou ela, pois se não tivesse a corda ela não teria tentado atravessar, com certeza.

A cachoeira dos Castelhanos também não é batatinha. Já arrastou diversos veículos. Não morreu ninguém por muita sorte. O negócio é não facilitar: na dúvida, não arrisque. Mesmo em trilhas onde não existam cachoeiras, andar na mata com chuva é algo que não deve ser encarado como brincadeira. Escorregar em hora e local errado já levou um bocado de gente pro hospital e pra debaixo da terra. Todo cuidado é pouco.

E a chuva continua mandando ver lá fora, ou seja, as coisas voltaram ao normal… Que toró!

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