Brincando com fogo, literalmente
Impressionantes as imagens, neste final de semana, dos novos incêndios florestais ocorridos na Flórida, desta vez na prazenteira cidade litorânea de Malibu. Mesmo em se tratando de um estado rico no país mais rico do planeta azul, o aparato de segurança não consegue controlar o fogo, que consumiu diversas propriedades. O fogo começou na madrugada de sábado e se alastrou rapidamente devido aos fortes ventos de “Santa Ana”.
Os investigadores concluíram que o incêndio foi causado por uma pessoa, mas ainda não sabem se foi criminoso. No mês passado, incêndios florestais no Estado da Califórnia deixaram pelo menos 14 mortos e forçaram 640 mil pessoas a abandonarem as suas casas. Algo bastante semelhante ocorreu, há poucas semanas, em cidades européias.
As pessoas não atinaram, ainda, que desastre semelhante tem toda chance de ocorrer aqui no litoral norte, bastando haver a conjugação de estiagem prolongada e ventos fortes. É quando uma queimada pode se transformar em incêndio florestal.
Na década de 1970 ocorreu um incêndio florestal no bairro da Pacoíba, região norte de Ilhabela. A coisa só não foi uma catástrofe porque o incêndio não ocorreu em época de estiagem, daquelas que costumam ocorrer em nossa região nos meses de fevereiro, maio, junho.
Uma queimada pode começar de várias maneiras, criminosas ou não. A maior queimada que eu presenciei em Ilhabela começou quando três crianças brincavam queimando uma garrafa PET de Coca-Cola. O PET quando queima vai pingando e fazendo barulho. Outras tantas queimadas começam com donas de casa ou caseiros queimando folhas e grama seca no fundo do quintal. Outras, ainda, com a mania que muita gente tem de ver mato seco e colocar fogo.
O fato é que não temos qualquer esquema para combater queimadas; com a coisa sendo mais séria ainda em Ilhabela que nem guarnição do Corpo de Bombeiros tem.
Além de poderem provocar incêndios florestais, as queimadas produzem faíscas que o vento carrega para longe, podendo provocar incêndios em edificações, principalmente naquelas cobertas com piaçava, que as prefeituras da região estão aprovando com a maior facilidade.
A pergunta que fica é: será que tem alguém se preocupando com isso?
A resposta é: não, mesmo!…
