Aqui mulher Quinta-Feira, 09 de setembro de 2010
A mandiqüera

Canal Aberto
Editorial
Quem Somos
Edições
Busca
Cadastre-se
Fale Conosco
Galeria de Fotos
Aqui mulher
Articulistas
Carnaval 2010
Ciência
Crônicas
Cultura e lazer
Editoriais
Educação
Eleições 2008
Esportes
Eterno aprendiz
Formadores de Opinião
Gente que orgulha a gente
Geral
História e Arqueologia
Informática
Linha de Frente
Meio Ambiente
Na Ponta do Lápis
No tipiti...
Notas em destaque
Para prefeito eleito ler
Pesca e maricultura
Política
Portos
Religiões
Resíduos sólidos
Saúde
Segurança
Semana de Vela (RISW)2008
Shows
Social
Turismo


Desenvolvido e Hospedado por MODUS Web

Mãe e pais

Muito havia a se falar hoje nesta coluna dentro das nossas abordagens, mas uma pauta de trabalho adrede preparada pelo conselho editorial do jornal Canal Aberto-Litoral Norte, reservamos uma homenagem ao dia dos pais.
A mulher que, antes de ser mãe é filha, no seu sentimento profundo que só a maternidade a faz assimilar a alegria maior de poder conceber e que é partícipe da procriação e permite ao homem tornar-se pai, reverencia-o integralmente, ciente de que, assim agindo, permite-nos fazer a extensão à sobriedade do homem-pai, na acepção da palavra.
Costumava-se dizer, há muito que, o pai era o grande provedor, aquele que exigia da mulher fosse ela a responsável pela casa, pelos filhos e essa se entregava de corpo e alma a manter o lar, guardar a família como um todo, educar os filhos. Zelosa, cuidava das roupas, dos calçados (quando havia...), da alimentação, de acompanhá-los ao médico, ver a lição da escola todos os dias, comparecer às reuniões de pais e mestres e o homem provedor e pai, exigia obediência, mais que o respeito.
Mas, essa época, felizmente, para muitos se findou, e o pai, de repente passou a ser visto de forma diferente, com a influência exterior, preliminarmente de programas de rádio, do advento da televisão, notadamente dos anos 70 para cá, em cores, justamente quando a mulher saiu para o trabalho, participando com o seu trabalho fora de casa, com presença expressiva na receita para fazer face às crescentes despesas da família que almejava mais e melhores condições.
Ao render ao pai de seu filho, marido ou companheiro, a justa e merecida homenagem no seu dia, na sua simplicidade de mulher ela lhe agradece a presença e o remete ao carinho do herdeiro que não precisa de um pai herói, mas precisa muito de um pai companheiro, amigo, disposto a ouvir e integrante da orientação da criança, do adolescente e mesmo daquele que, indeciso, vai ficando em casa, demora para alçar vôo próprio e constituir uma família, o que se vê mais em evidência nos dias de hoje.
Pai, a data é importante, muito mesmo, e só os que se entregam à vida da família e dos filhos sabem o valor que tem essa comemoração, embora não sejam poucos os que afirmam ser uma invenção do comércio para impulsionar as suas vendas, num regime mercantilista como esse que domina o mundo atual.
Não importa. Não importa também que digam serem as lembranças às mães no dia a elas dedicado bem maiores do que as que se entregam aos pais no seu dia, como se fosse uma competição.
Não é assim. O pai, do mais novo ao idoso, satisfaz-se com a lembrança, um aceno, um abraço, um beijo e mesmo que não se emocione, insensível, podemos estar certos de que esse pai, interiormente terá gravado para sempre mais um dia em que todos voltaram as suas atenções para ele. Intimamente, é isso que ele quer, embora não o diga. Ele é assim porque numa outra época o pai dele era assim, fechado, autoritário, repressivo.
Que venham as homenagens, que não faltem sorrisos e beijos por toda a vida, porque esse ânimo é o que falta para romper os obstáculos do dia a dia, suportar os solavancos que a árdua caminhada oferece e exige.
Alguns – com as rugas marcando os anos passados, com as mãos calejadas, a pele ressecada, os cabelos (quando resistem...) brancos, os passos que precisam ser fortes, mas já não suportam as necessidades prementes para ir e vir – sorriem escondendo o sorriso e choram (porque pai também chora – e como!) nas horas de solidão, na calada da noite.
Pai, vale a pena viver e contar consigo, dirão os filhos que os possuem. Os que não os têm, sentirão saudade, essa saudade perene, profunda e que faz seja ele melhor a cada dia, mesmo esforçando-se para ser o companheiro e o amigo e um só tempo, porque nesse caso, não teve exemplo, aprendeu na universidade da vida.
Pai, obrigado e conte conosco, hoje e sempre.
E você mulher, temos certeza, engalana-se nesta data, porque o seu pai, presente ou ausente, mereceu ocupar este importante espaço de sua coluna, porque não havendo a sua participação o homem não pode ser pai.
Entendemos seja o seu pai, merecedor de uma honrosa e bem lembrada homenagem.
Parabéns, pai!

Fernando Siqueira



« Home + Aqui mulher



Notícias Oficiais
Assembléia Legislativa
Câmara Caraguatatuba
Câmara Federal
Câmara Ilhabela
Câmara São Sebastião
Câmara Ubatuba
Legislação estadual
Legislação Federal
Legislação Ilhabela
Legislação São Sebastião
Ministério da Cultura
Ministério do Turismo
Ministério Meio Ambiente
Prefeitura Bertioga
Prefeitura Caraguatatuba
Prefeitura Ilhabela
Prefeitura São Sebastião
Prefeitura Ubatuba
Secretaria Meio Ambiente
Senado Federal

Jornal Canal ABERTO Jornal Canal ABERTO